CÂNCER DE RETO

INTRODUÇÃO

O câncer colorretal é a terceira neoplasia maligna mais freqüente no mundo e a segunda maior causa de morte por câncer nos Estados Unidos, desconsiderando-se o sexo. Segundo relatório do Instituto Nacional do Câncer (RJ), para o ano de 2.000, estima-se que no Brasil ocorreram por volta de 13.400 novos casos de câncer colorretal e que por volta de 6.700 brasileiros teriam morrido da doença até o final do ano passado. Acrescente-se ainda que a mortalidade global ao final de cinco anos associada ao câncer do intestino grosso —e aqui inclui-se o câncer no reto (CR)— permaneceu nas últimas décadas quase que inalterada e ao redor de 50%.

Anatomia

O reto é a porção final do intestino grosso na forma de um tubo muscular, mede entre 12 e 15 cm de extensão e embora seja ainda persistam controvérsias sobre as definições de seus limites cranial e distal, podemos defini-lo de acordo com a observação anatômica e a cirúrgica. Os limites anatômicos do reto são a projeção da terceira vértebra sacral cranialmente e a linha pectínea ou dentada (transição anorretal) caudalmente. O limite cirúrgico proximal do reto corresponde ao promontório sacral e o limite cirúrgico distal é definido pelo anel anorretal (limite superior do assoalho pélvico / músculos elevadores do ânus.

O cólon, incluindo o reto, é o sítio mais freqüente de neoplasias primárias do que qualquer outro órgão do corpo humano. É sede de neoplasias de origem benigna, os adenomas, e de origem maligna, os carcinomas. Os adenocarcinomas representam a quase totalidade dos cânceres colorretais. Há múltiplos fatores envolvidos na etiologia do câncer colorretal na medida em que múltiplos passos estão implicados na sua patogênese. É provável que ambos fatores exógenos como hereditários interajam no aparecimento do câncer do cólon e do reto variando a sua importância, no entanto, de acordo com cada caso.
Uma vez que o câncer colorretal representa uma neoplasia onde as lesões pré-malignas (pólipos adenomatosos e as lesões planas não-polipóides) são conhecidas, evolui de forma relativamente lenta e a maioria dos tumores apresenta a mesma histologia (de forma que apenas esporadicamente o pior prognóstico é resultado de características morfológicas distintas).

O CR, assim como o câncer no cólon representa uma doença dos países ocidentais e industrializados onde o consumo de carnes, gorduras e carboidratos é alto.  Apresenta maior incidência nos Estados Unidos e Canadá, na Grã-Bretanha, nos países escandinavos, Dinamarca, na Austrália e na Nova Zelândia.

Dentre os fatores ambientais e dietéticos conhecidos envolvidos na etiologia do câncer colorretal, destacam-se:

· dieta: ainda que a dieta ocidental esteja associada a risco aumentado de câncer colorretal, os fatores responsáveis carecem de definição mais precisa.  No entanto, a ingesta de fibras insolúveis parece representar fator de proteção contra o câncer por força da redução da concentração fecal de ácidos biliares, maior velocidade do trânsito intestinal e maior produção de metabólitos intraluminais anti-proliferativos como ácidos graxos de cadeia curta (butirato). A ingesta de gorduras em quantidade superior a 20% da dieta e especialmente as saturadas estão associadas a maior risco de câncer resultante ou não da ação aumentada de ácidos biliares sobre a mucosa intestinal. Experimentalmente, ácidos biliares secundários (resultantes da ação de bactérias na luz intestinal) são promotores de tumores colônicos. A concentração fecal desses ácidos está significativamente aumentada em indivíduos que recebem dietas ricas em gorduras. Pacientes com câncer colorretal exibem concentrações fecais de ácidos biliares mais elevadas que os indivíduos-controle. Alguns estudos sugerem que o cálcio tenha efeito protetor. Essa ação pode ser resultado de maior fixação intraluminal de sais biliares e ácidos graxos ou da simples inibição da resposta proliferativa do epitélio colônico frente a gorduras e ácidos biliares. O selênio, micronutriente essencial que funciona como cofator da glutationa peroxidase (protege as células do dano oxidativo) parece estar associado a proteção contra o câncer colorretal conforme demonstrado a partir de estudos experimentais — um resumo dos principais fatores dietéticos relacionados ao aparecimento do câncer colorretal bem como seu possível mecanismo de ação encontra-se exposto a seguir:

FATOR DIETÉTICO                                                 
MECANISMO DE AÇÂO

- GORDURA
Carcinógena. Favorece maior concentração fecal de ácidos biliares (reconhecidos carcinógenos experimentais) que levam a maior proliferação celular epitelial

- FIBRAS INSOLÚVEIS
Protetoras. Mecanismo de ação possivelmente relacionado a diminuição da concentração fecal de ácidos biliares, aumento do trânsito intestinal e maior concentração de microflora anaeróbia que leva a maior produção de metabólitos protetores (ácidos graxos de cadeia curta)

- CÁLCIO
Protetor. Resulta em maior fixação luminal de ácidos biliares e ácidos graxos diminuindo sua ação irritativa sobre a mucosa e redução direta da proliferação celular em resposta a carcinógenos

- SELÊNIO
Protetor. Redução direta do dano oxidativo por ação como cofator da glutationa peroxidase

· Tabagismo: até recentemente havia evidência insuficiente para a relação entre fumo e câncer colorretal. No entanto, o maior aparecimento de carcinomas após um período de exposição ao fumo de no mínimo 35 anos foi recentemente demonstrado.

· Fatores ocupacionais: inalação de pó, exposição a fumaça e ocupação industrial podem elevar o risco de câncer colorretal.

· Radioterapia: a irradiação da pelve está associada a maior risco de câncer do reto.

· Doença inflamatória intestinal: pacientes com retocolite ulcerativa têm risco aumentado de desenvolver câncer colorretal em especial quando a doença foi diagnosticada em idade jovem ou quando a forma é a de pancolite. Nesses casos, o risco de degeneração é de aproximadamente 0,5% por ano após uma década do diagnóstico da doença como resultado da ocorrência de displasia de baixo grau (risco de câncer associado de 10%), alto grau (risco entre 30 e 40%) ou associada a lesão ou massa (superior a 50%). Em contrapartida, vale lembrar que quando o câncer aparece, a displasia pode estar ausente em até 25% dos casos o que põe em xeque o real papel da colonoscopia com biópsias seriadas nos pacientes com câncer colorretal. Há evidências de que a terapia farmacológica com sulfasalazina esteja associada a menor risco de degeneração. O risco de degeneração maligna entre os doentes com doença de Crohn é até o momento incerto e a atenção do cirurgião deve estar dirigida para os doentes cujo diagnóstico se deu em idade jovem mas sobretudo frente à presença de estenoses.

· Pólipos adenomatosos: é geralmente aceito que a maioria dos casos de câncer no cólon e no reto se origina a partir de pólipos adenomatosos pré-existentes. Dentre as evidências indiretas, clínicas e epidemiológicas a respeito dessa associação, ressaltamos: a prevalência de carcinomas do intestino grosso segue a distribuição geográfica dos adenomas, há concordância entre as lesões conforme os grupos étnicos observados, os cânceres ocorrem em faixa etária média superior em aproximadamente cinco anos à de ocorrência dos adenomas, cerca de um terços das peças de ressecção por câncer colo-retal incluem um ou mais pólipos adenomatosos (frequência cerca de seis vezes superior à observada em grupos-controle sem câncer), focos residuais de adenoma são, não raramente, encontrados em espécimes de câncer colorretal, o aumento do grau de atipia nos adenomas é proporcional ao seu crescimento e há coincidência na distribuição topográfica entre adenomas e o câncer colorretal. A mais forte evidência indireta de que pólipos adenomatosos originam câncer foi originada pelo National Polyp Study conduzido nos estados Unidos. Nesse estudo, o seguimento de seis anos de pacientes submetidos colonoscopia e polipectomia onde todos os pólipos encontrados foram removidos indica que, em relação a três grupos-controle ajustados para a idade, a incidência de CCR foi reduzida entre 76 e 90% em relação às populações de referência. No que se refere ao potencial maligno de pólipos adenomatosos, o risco de câncer aumenta para um adenoma progressivamente com o seu tamanho e quando sua histologia é do tipo vilosa em oposição ao tipo tubular. Para os pacientes com polipose adenomatosa familiar (PAF), doença genética de herança autossômica dominante, caracterizada pela presença de centenas a milhares de pólipos adenomatososa colônicos, o risco de aparecimento do câncer colorretal é de virtualmente 100% e geralmente na terceira ou quarta décadas de vida caso o paciente recuse a colectomia.

· Câncer de novo: ainda que a prevalência e portanto sua importância no universo de doentes com câncer colorretal ainda esteja por ser determinada, restam poucas dúvidas de que cânceres de novo se originam a partir da mucosa colorretal sem lesão adenomatosa pregressa ou associada. O achado de um caso de câncer precoce na forma de lesão plana deprimida foi inicialmente descrito por Kariya em 1977 e têm sido reportado principalmente por endoscopistas e patologistas japoneses nos últimos anos. É do entendimento desses pesquisadores que os cânceres precoces identificados em lesões planas deprimidas representam a via da carcinogênese de novo.
Apesar de a maioria dos cânceres retais (os localizados no reto médio e inferior) serem facilmente diagnosticáveis pelo toque digital do reto, a maioria desses cânceres não produz sintomas antes de se tornarem moderadamente avançados. Uma certa fração desses tumores poderá ser diagnosticada durante exames físicos de rotina (vale lembrar que o exame digital do reto faz parte do exame físico completo) ou mesmo durante a avaliação da próstata conforme realizada pelo urologista.

O sangramento representa o sinal mais comum do CR e é como se poderia imaginar freqüentmente atribuído a doença hemorroidária a qual, devido à sua relativa alta prevalência, representa uma condição associada comum. O sangramento geralmente ocorre em pequena quantidade e associado a fezes relativamente bem formadas. A eliminação de muco também é um sinal comum e a anemia não representa condição essencial ao diagnóstico. O aumento do número de evacuações e a sensação de evacuação incompleta bem como a urgência são sintomas-chave para o diagnóstico, embora ocorram para os tumores que ocupam um certo volume na luz retal, e, dessa forma, mais avançados. A dor e a obstrução são eventos raros. A confirmação da suspeita

Papel da colonoscopia

Em pacientes com CR detectado à retoscopia, até 7% albergam tumor sincrônico ( outro tumor no mesmo período) mais proximal e fora do alcance do retossigmoidoscópio rígido. Em pacientes com idade inferior a 50 anos e com câncer colorretal, 15% possuem tumor sincrônico. Adenomas sincrônicos são observados em até 30% dos pacientes com câncer do intestino grosso. A maioria dessas lesões é encontrada em segmentos que normalmente não seriam incluídos na ressecção convencional do CR. Conseqüentemente, recomenda-se que todos os pacientes com diagnóstico de CR sejam submetidos a colonoscopia total ainda no período pré-operatório e como parte da avaliação geral ou dentro de até seis meses no pós-operatório na eventualidade de câncer obstrutivo.


TRATAMENTO

A cirurgia persiste como o pilar do tratamento do CR. Várias variáveis influenciam o tipo de operação a ser realizada, entre eles: condições gerais do paciente, idade, função esfinctérica, localização do tumor no reto, estadiamento, invasão de órgaõs vizinhos, qualidade do preparo intestinal e experiência do cirurgião.

O tratamento cirúrgico do CR pode ser curativo ou paliativo. O tratamento curativo é realizado com a intenção de se remover toda a lesão primária com margens de segurança bem como qualquer extensão de acometimento extra-retal seja ele sobre linfonodos ou órgãos vizinhos. O tratamento paliativo é oferecido quando a exérese completa do tumor primário não pode ser realizada quer seja por invasão não-negociável de órgãos vizinhos, más-condições do doente no momento da operação ou doença metastática.

Ao contrário do que se verifica para o adenocarcinoma do cólon, a recidiva local observada após tratamento cirúrgico curativo para o CR é alta e pode ser estimada grosseiramente em até 1/3 dos casos para os pacientes com CR invasivo. Dessa forma a cirurgia não mais desempenha papel isolado no tratamento do CR para a maioria dos casos. A recidiva local é um problema significativo na busca pela cura do CR.

Tipos de operações

As operações utilizadas no tratamento cirúrgico do CR são:

1. amputação abdominoperineal do reto (Miles);

2. retossigmoidectomia ou ressecção anterior do reto;

3. as operações de ressecção local por via transanal, por acesso trans-sacral (Kraske) ou inter-esfinctérico (York-Mason); e

4. as ressecções ampliadas

Pacientes com parentes de primeiro grau com câncer colorretal, deve ser submetido a colonoscopia.

Não deixe de consultar o seu médico.

Grande abraço,

Dr. Sérgio Barrichello

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46 opiniões sobre “CÂNCER DE RETO”

  1. boa tarde queria saber como e uma operação do reto. porque eu fui amputado do reto tem perigo de voltar. o medico falou que estou curado. estou fazendo 6 meses de quimiterapia e fiz tb 28 radioterapia. queria saber agora como vai ser a minha vidadepois dessa operação

    1. Alessandro, so poderia lhe dizer algo mais objetivo se soubesse como foi a cirurgia, mas creio que seu medico tem razao e o seu caso esta resolvido!
      Grande abraço,
      Dr. Sergio A. BArrichello

      1. muito obrigado doutor. agora eu fiz um exame de ultrassom edeu um modulo no figado de 1cn. e beligno isto e perigoso qual e otratamento

  2. Boa noite, Dr. Sergio, fiz uma 3ªcolonoscopia, com o seguinte relatorio: Hipotese de lesão plena em reto; Reto: Adenoma Túbulo-Viloso,Atipia cito-arquitetural intensa,Forma macro/microscopia:LST -crescimento lateral.
    Nota: Considerar a possibilidade de ressecção endoscopica para estudo completo da lesão.
    Macroscopia: Reto – Fragmento polipóide castanho e elastico, Dimensões: 0,9×0,8×0,6cm.
    Gostaria de entender melhor ou seja, nos dois primeiros exames , foram retirados polipos e neste 3º, pelo que li no Safdiagnosticos, complicou minha saude?
    Aguardo sua resposta, grata Maria Silva

    1. Boa noite, Maria o seu quadro não piorou… Ocorre que essa lesão não foi vista em exames anteriores, isso pode acontecer! Essa lesão é como um polipo só que com predominio de crescimento lateral. Sua ressecção é um pouco mais complexa do que a polipectomia mas é facilmente retirada na maioria dos casos!
      Fique traanquila, dará certo!
      Abraço

  3. OLÁ! Fiz uma colonoscopia onde foram retirados 2 polipos, com a seguinte descrição na biopsia:
    Adenoma tubular com atipias citoarquitetural moderada. O que vem a ser? Esse é o tipo de adenoma que pode resultar em cancer? O que devo fazer?

    1. Oi MArcia, esses polipos podem evoluir para câncer sim, entretanto já foram retirados portanto resolvido. Faça acompanhamento anual com colonoscopia até o seu médico ir espaçando os exames.
      Abraço

  4. Boa noite dr. Sergio meu nome é Flávia fiz a biopsia de reto e não entendir o resultado é: Varios fragmentos de tecido, castanhos e elasticos, medindo 1,8 x 1,8×0,6 cm .Conclusao: Fragmentos de lesao vilosa revelando displasia epitelia de alto grau (acentuada). Quero saber se é um cancer e qual a cirurcia que irei fazer e quando tempo de vida.

    1. Boa noite Flavia, A realidade é que se trata de uma lesão pré-maligna que deve ser retirada. É necessario saber se dá para tirar por retossigmoidoscopia ou radioterapia ou mesmo cirurgia… \\\\\tudo depende do tamanho e caracteristicas endoscopicas da lesão…
      Seu médico certamente lhe conduzira para o melhor caminho! fique tranquila.

  5. Minha mãe fez colonoscopia, o médico falou q stava com tumor de sigmóide, ele retirou fragmentos do mesmo e mandou fazer biopsia, o resutado da mesma deu: pólipo fibroblástico. Na Tomografia ñ deu presença de linfomas nem metastases, e o médico da tomografia perguntava assim: tumor? Linfo? Fui mostrar ao médico dela q a encaminhou para uma especialista em reto, falando q fará uma cirúrgia para retirar, mas ñ deu na biopsia câncer maligno. Gostaria de saber como procede esta cirurgia, e se ñ deu na biopsia canceroma e sim pólipos fibroblásticos, como será esta cirúrgia, e seterá algum tratamento depois. Aguardo resposta, mto obg: Kelly

    1. Kelly esse diagnostico histológico não sugere tratamento cirurgico a não ser que esteja muito grande…
      Aguarde a avaliação com o Proctologista mas não se preocupe por antecipação!
      Abraço,
      Dr. Sérgio Barrichello

  6. ola,doutor Sergio tenho 35 anos e e a alguns dias(3 dias) tenho notado um desconforto quando vou ao banheiro,ardencia e leve dor ao defecar,e durante o dia sinto como se tivesse a evacuação imcompleta, e sinto que tem um (carocinho)Sempre tive boa saude,pratico esportes,tenho uma boa alimentação mas estou um pouco preocupado,qual seria a sua opinião ,que devo fazer?aguardo resposta,obrigado.

    1. Silvanio, desculpe a demora!!! Me parece que você esta com uma doença orificial como hemorróidas por exemplo, entretanto a sensação de evacua~çao incompleta justifica a realização de uma colonoscopia sem demora!!! Procure um cirurgião do aparelho digestivo ou um coloproctologista para ajudar-lhe!
      Em nossa Clinica Health me Gerenciamento de Perda de Peso temos um excelente cirugiao, o nome dele é Dr. Marcelo Paulo.
      Grande abraço Dr. Sérgio
      26382098

  7. Boa Noite!
    Recentemente fiz duas colonoscopias. Na primeira ( Jan/2012 ) o resultado foi Melanose Colonica e Diverticulite no Cólon Esquerdo; na segunda ( Nov/2012 ) o resultado foi, além da Diverticulite
    um Pólipo com Adenoma Tubular c/ atipia citoarquitetural leve. Devo me preocupar?

    1. Não deve se preocupar, é uma lesão benigna e apos retirada não apresenta mais problemas. O seguimento devera ser feito de 3 em 3 anos.
      Abraços

  8. Mel, nao se preocupe, isso é algum problema orificial. Mantenha o acompanha,então orientado e fique tranqüila!
    Abraço

  9. boa noite , minha avó tem 76 anos e ta com câncer no reto ( maliguino ) tem cura ?
    sei que meu deus é o deus do impossível para cura-la , mais estando no estado maliguino tem cura para vocês médicos?

    1. Bianca, para saber se tem cura, é necessário conhecer o grau de invasão desse tumor, mas na maioria dos casos utilizando a radioterapia temos excelentes resultados.
      Boa sorte!

  10. Bom dia minha mae de 52 anos sente muita dor ao defecar e sangra ela fez uma colonoscopia e foi encontrado um polipo de 1,5 cm e foi feito uma biopsia como resultado adenoma tubular viloso com atipias citoarquiteturais leve oque isso significa é grave pode ser cancer????

    1. O diagnostico da biópsia mostra uma lesao pré maligna ( nível 1 de 3), bem tranqüila que deve ter sido retirada por completo, então creio q o problema acabou ! Repita a colono em um ano e tudo dará certo!
      Abraço
      Dr. Sérgio BARRICHELLO

  11. Boa tarde, estou muito preocupada meu marido fez uma colonoscopia e o resultado do exame foi o seguinte: um dos polipos tinha 3cm
    Mucosa colonica sem alterações significativas;
    Adenoma tubular com diplasia de baixo grau leve;
    Adenoma tubulo viloso com displasia de baixo grau moderada;
    Adenom a tubulo viloso com displasia de alto grau acentuada.
    Ele tem 52 anos, este resultado pode ser um cancer?
    obrigada

    1. Bom dia Gedalma, essas lesões são pré malignas, entretanto não são câncer! É importante saber se foi completamente retirado e se as margens estão livres! O que importa é que tudo é inicial e o mais importante é fazer o seguimento médico com rigor!
      Grande abraço e boa sorte!

    1. Célia, a lesão que você tinha é pré maligna, mas ainda é benigna!
      Agora vc deve fazer o acompanhamento adequado mas pode se tranqüilizar , tudo dará certo!

  12. Boa noite, preciso da sua explicação
    fiz um exame e aqui esta o resultado me diga o que posso proceder agora, é propicio de câncer:

    Anatomopatológico
    Informação Recebida: Biópsia retal.
    .
    Exame Macroscópico: Material recebido para exame consta de vários fragmentos
    irregulares, medindo em conjunto 1,7 x 0,6 x 0,4 cm
    ,constituídos por tecido de consistência macia e de coloração castanho-acinzentada.Todo aterial enviado à inclusão (NF).

    Exame Microscópico: Os cortes mostram fragmentos de proliferação epitelial sobre eixo fibromuscular vascularizado constituído por células colunares justapostas em arranjos glanduliformes irregulares e papiliformes.
    Tais estruturas estão revestidas por epitélio colunar pseudo-estratificado com células caliciformes.
    .
    Não há sinais inequívocos de malignidade no presente material.
    .
    Diagnóstico: PÓLIPO ADENOMATOSO ( ADENOMA TUBULO-VILOSO ) SEM ATIPIAS

    Alice Gomes

  13. Caríssimo Dr. Sérgio, Tive um cancer de reto diagnosticado em agosto de 2011 e entre out e nov deste ano me submeti ao tratamento com quimio e radio, mas, tive incontinencia fecal e em seguida obstrução intestinal com colostomia até março de 2012 quando fiz a cirúrgia para retirado de 18 linfonodos com metastase em outros, curado em seguida com quimioterapia. Fechada a iliostomia em Jan/2013, vivo hoje com minha saúde muito bem com todo acompanhamento oncológico onde meu CEA tem como resultado 1,2 1,3 de março de 2012 até hoje. Minha preocupação é quanto a possibilidade da volta desse tumor no reto ou em áreas vizinhas. Sabedor dessa possibilidade, o que devo fazer para minimiza-la com boa qualidade de vida e qual o percentual dessa possibilidade ou em que tempo isso pode ocorrer?
    Um abraço, Admilson Pinto

    1. Caro amigo, a cura se dá após 5 anos, previsões não são muito objetivas nesse caso, mas creio que as coisas correrão bem daqui para frente! Agora é vida e alimentação saudáveis e torcer para que o tempo ruin passou!
      Abraço e muito boa sorte!

  14. Boa tarde Doutor, Minha mãe tem 54 anos e Fez a Segunda Colonoscopia Preventiva…com o seguinte Diagnóstico:

    * Diverticulite de cólon ascendente
    * Lesão Espraiada de reto de 2 cm x 3 cm.
    Realizar mucosectomia da lesão espraiada de reto.

    OBS: O resultado de sangue oculto nas fezes foi negativo.

    Pode ser maligno? É um tumor?

    Grata pela atenção…Estou preocupadíssima.

    1. OI Taiz como vai?
      A doença diverticular é benigna apesar de termos que ficar atentos a possíveis sangramentos e inflamações.
      A Lesão espraiada pode ser maligna, mas muito inicial!!!
      Provavelmente já foi resolvido e não haverá mais chances de problemas mas devemos aguardar o anatomopatológico ( biópsias) para saber certinho.
      Fique tranquila que esta td bem!
      abraço

  15. doutor tenho uma duvida se essa lesao tivesse ja malignizada se daria algo diferente na biopsia e o que daria? pois sinto colicas abdominais principalmente pela manha. se como de manha e bebo agua da diarreia. pela manha tomo um calmante chamado alprazolan 2 mg e tenho a nitida impressao que o remedio diminui muito desses sintomas.doutor por favor me responda pois tenho uma filha de 10 anos que so depende de mim.nao consigo mais ter paz..

  16. gostaria de saber tambem se o alprazolan tem algum efeito sobre a colica pela manha..pois como ja relatei, ao tomar esse remedio acolica intestinal diminui as vezes ate passa..se eu acordar tarde tenho muita colica profunda e uma urgencia de ir ao banheiro.. oque eu devo fazer?

    1. Caro Evangelista, isso é imprevisível e depende do grau de diferenciação dele. Se for uma lesão com alto grau de atipia ela provavelmente evolui mais rápido, de baixo grau mais lentamente.
      Importante é fazer o seguimento, já que quando detectada essas lesões são retiradas!

      Abraço, Dr. Sérgio Barrichello

      http://www.facebook.com/drsergiobarrichello

  17. Boa noite doutor,

    Minha mãe fez uma cirurgia em outubrode 2013 para retiradade um pedaço do intestino ela estava com obstrução . Agora em fevereiro de 2014 ela fez uma colonoscopiaque deu o seguinte resultado :
    1- sugestivo de Adenoma- Viloso com displasia de altp grau (acentuado)comprometendo a base da lesão . Ha um foco sugestivo de infiltração . Recomendamos estudoimuno-histoquimico para elucidação diagnostica .
    2- Adenoma Tubular com displasia de baixo grau (leve)

    O que significa isso ???

    Meu e-mail de contato : cintiaavr@hotmail.com
    Tel: 021 3256-2275 ou 99971-5419

    Grato
    Cintia Ribeiro

    1. Cintia, a displasia de alto grau é uma lesão que o consenso brasileiro ainda não é câncer, no japonês por exemplo já é considerado câncer. A infiltração mostra que a lesão é um pouco mais avançada mas se foi retirada por cirurgia ,deve ter sido resolvido. É necessário falar com o médico dela para ver se é necessário a investigação complementar…
      Acho que já está resolvido!!!
      Boa sorte!!

  18. Boa tarde doutor!
    Fiz um colonoscopia em que foram retirados dois pólipos sendo um de 5mm e outro de 3 mm. O resultado da biópsia foi: Sigmoide:Polipo ADENOVILOSO COM ATIPIAS DISCRETAS. O que significa isto?

  19. Boa noite! Meu nome é Ana Maria, tenho 49 anos fiz uma colonoscopia e a conclusão foi LST no colon sigmoide com cerca de 3,5 cm de diâmetro. Pergunto essa lesão poderá ser um câncer?

    1. Oi Ana, existe a possibilidade de evoluir para câncer sim, depende do resultado da biópsia!!
      Geralmente após retirado por colonoscopia o paciente está curado!!

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